segunda-feira, 13 de maio de 2019

O BEIJO

Nos beijamos (...). Um absurdo! 

Não que beijar-te seja um desatino ou algo estranho à minha volição. Mas porque o episódio ocorreu muito próximo àquela que deveria ser a última a estar por perto, e a única de quem precisaria manter isso em oculto.

E quanto ao sabor daquilo?

Aliciante. Aquele próprio da combinação entre os melhores ingredientes -    adrenalina, medo, prazer -, e um dos poucos momentos em que ao homem é permitido tocar o céu.

De inopino ouvi um barulho e percebi uma luz forte e quente que passava pela fresta da janela, e que me fez voltar ao orbe. Já eram seis da manhã. Um absurdo de sonho.

*Wesley Almeida Paiva

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