Nos beijamos (...). Um absurdo!
Não que beijar-te seja um desatino ou algo estranho à minha volição. Mas porque o episódio ocorreu muito próximo àquela que deveria ser a última a estar por perto, e a única de quem precisaria manter isso em oculto.
E quanto ao sabor daquilo?
Aliciante. Aquele próprio da combinação entre os melhores ingredientes - adrenalina, medo, prazer -, e um dos poucos momentos em que ao homem é permitido tocar o céu.
De inopino ouvi um barulho e percebi uma luz forte e quente que passava pela fresta da janela, e que me fez voltar ao orbe. Já eram seis da manhã. Um absurdo de sonho.
*Wesley Almeida Paiva

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