terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Assessoria – Senador diz estranhar posicionamento do presidente
O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) disse que não entende e acha estranho o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o projeto de lei – de autoria do senador – que exige exame toxicológico para porte e posse de arma de fogo.
“Eu não entendo um presidente que fez campanha justamente pregando o combate às drogas, a diminuição dos índices de criminalidade, ser contra este tipo de projeto, de iniciativa”, disse Valentim, em entrevista à revista VEJA.
Na noite desta quinta-feira (6), Bolsonaro disse, em uma live nas redes sociais que a proposta não era bem-vinda. “Meu Deus do céu, tem que infernizar a vida de quem está fazendo a coisa errada, não de quem quer fazer a coisa certa. Quem quer comprar uma arma não é para fazer besteira, fazer besteira ele vai aí para o câmbio negro, um lugar qualquer”, disse o presidente.
O projeto de lei de Styvenson Valentim foi aprovado, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira (5). A matéria só será analisada no plenário da Casa se houver recurso.
Ainda em entrevista à Veja, o senador disse não entender a repercussão, já que, de acordo com ele, o objetivo do projeto é tão óbvio. “Se não atuarmos na prevenção, pensando em diminuir os índices de consumo, vamos gastar rios de dinheiro na saúde, com polícia, assistência social”, afirmou à revista. “Há um ano, eu estava dentro de viaturas policiais, atuando nas ruas contra o tráfico, eu posso falar com propriedade sobre esta realidade.”
O teste é um tipo de exame que analisa amostras de cabelo, pelo ou unhas para detectar o uso de substâncias proibidas como cocaína, crack e anfetaminas. Segundo o projeto, a avaliação deve ser revalidada de três em três anos.
Durante a live, Bolsonaro disse também que se o projeto “por ventura passar” ele pode “exercer o direito de veto” e deixar que o Congresso decida se o mantém ou não. Já para Styvenson Valentim, um possível veto do presidente poderia ser derrubado. *Com informações da revista VEJA

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