quarta-feira, 27 de novembro de 2019

EGOCRACIA

Há poucos dias, o médico cardiologista Salismar Correia (SDD), lançou sua pré-candidatura à Prefeitura de Pau dos Ferros. O evento aconteceu na Câmara Municipal, contou com a participação do presidente estadual da sigla, deputado estadual Kelps Lima, e  foi prestigiado por um número expressivo de pessoas.
“Assumo a posição de pré-candidato a prefeito de Pau dos Ferros com a missão de olhar e fazer por todos ao lado de muitos. Através do partido Solidariedade, vamos defender a bandeira da coletividade, buscando melhorar o que existe de errado e potencializando as oportunidades que temos e ainda não foram exploradas. Vamos cuidar da saúde das pessoas com eficiência, carinho e atenção e promover ações que gerem empregos”, declarou Salismar.
E disse mais: “Com os pés no chão e visão a médio e longo prazo, estamos iniciando uma pré-campanha limpa, com diálogo, transparência e, acima de tudo, respeito ao povo de Pau dos Ferros”.
Salismar já exerceu o cargo de vice-prefeito pau-ferrense no período de 1997-2000. Atualmente, assume o mesmo cargo no município de São Miguel.
No pleito do ano passado, Dr. Salismar foi candidato a deputado federal e obteve 4.649 sufrágios; sendo o mais votado em Pau dos Ferros. Ele conseguiu o dobro do segundo colocado, José Agripino (DEM), que angariou 2.076.
A análise de centenas de notas fiscais que integram a prestação de contas eleitorais dos 27 diretórios estaduais do PSL mostra que a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 foi mais cara do que a declarada por ele à Justiça Eleitoral, além de ter sido financiada em parte por dinheiro público, o que ele sempre negou ter usado.
Os documentos revelam que ao menos R$ 420 mil —parte dele, dinheiro público do fundo eleitoral— foram usados para a confecção de 10,8 milhões de santinhos, adesivos, panfletos e outros materiais para a campanha de Bolsonaro, isoladamente ou em conjunto com outros candidatos do PSL.
O número pode ser maior, já que em algumas situações as notas fiscais listam o material eleitoral produzido sem especificar quais candidatos foram beneficiados. Esses R$ 420 mil equivalem a 17% de tudo o que Bolsonaro declarou à Justiça como gasto de sua campanha, R$ 2,46 milhões.
Apesar de entregar as notas fiscais à Justiça, os PSLs estaduais, nesses casos, não vincularam o gasto diretamente à campanha de Bolsonaro  —nem o presidente declarou, em sua prestação de contas, o recebimento dos santinhos.
O material deveria estar registrado na prestação de contas do presidente como doação recebida do respectivo PSL estadual, com o valor estimável em dinheiro, conforme determina a resolução 23.553/2017, do Tribunal Superior Eleitoral, que disciplinou a prestação de contas dos candidatos e partidos na eleição de 2018.
Ao proceder de forma diversa, o gasto eleitoral que beneficiou o presidente aparece na prestação de contas eleitoral apenas como gasto do PSL com determinada gráfica. E a campanha de Bolsonaro aparenta custo menor do que na realidade teve.
Por ter sido eleito, Bolsonaro já teve as contas de campanha analisadas pelo TSE, em dezembro, que as aprovou com ressalvas —houve determinação de devolução de R$ 8.200 ao erário devido a doações recebidas de fontes vedadas ou não identificadas.
Essa análise não pode ser reaberta, o que não impede eventual verificação de pontos específicos.
No sistema de prestações de contas eleitorais do TSE, não é possível identificar a exata fatia de dinheiro público embutida nesses R$ 420 mil, mas pelo menos os gastos dos diretórios de Minas Gerais, comandando à época pelo hoje ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e do Paraná são totalmente oriundos do fundão eleitoral, que em 2018 destinou R$ 1,7 bilhão aos candidatos.
Os outros diretórios que produziram material eleitoral para Bolsonaro sem vincular diretamente a ele —e sem que o presidente registrasse a doação recebida em sua própria prestação— são Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio de Janeiro.
Esse último estado, reduto político dos Bolsonaros, foi o responsável pela maior fatia, R$ 356 mil. As notas fiscais mostram que três gráficas produziram para o PSL do Rio 9,8 milhões de santinhos, panfletos, adesivos e outros materiais que pediam votos conjuntamente para Bolsonaro, seu filho Flávio, eleito senador, e outros candidatos do PSL.
A prestação de contas da campanha do presidente não registra o recebimento dessas doações —os únicos diretórios dos quais Bolsonaro declara ter recebido material de campanha foram São Paulo e Bahia.
Em São Paulo, a Gráfica Arte Visão Van Gogh cobrou R$ 10 mil para produzir 2.222 adesivos para a campanha de Bolsonaro e de seu filho Eduardo, candidato a deputado federal.
Nesse caso, a campanha de Bolsonaro declarou ter recebido do diretório paulista do PSL doação estimada em R$ 5.000 relativa à produção de metade desses adesivos. A campanha de Eduardo Bolsonaro declarou ter recebido doação estimada em R$ 5.000 relativa à outra metade.
A resolução de 2017 do TSE estabelece que cabe a quem arcou com o gasto comprovar a produção dos materiais, mas frisa que isso “não afasta a obrigatoriedade de serem registrados na prestação de contas dos doadores e na de seus beneficiários os valores das operações”.
Procurados, nem o Palácio do Planalto nem os cinco diretórios estaduais do PSL quiseram se manifestar.
Bolsonaro e o PSL entraram nos últimos meses em uma crise, alastrada na esteira das denúncias sobre o esquema revelado pela Folha de candidaturas de laranjas nas eleições de 2018.
O salário mínimo para o próximo ano ficará em R$ 1.031, anunciou no fim da tarde de hoje (26) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. O valor representa redução de R$ 8 em relação ao projeto de lei do Orçamento Geral da União do próximo ano, que previa mínimo de R$ 1.039 para o próximo ano.
O novo valor do mínimo consta de mensagem modificativa do Orçamento de 2020 enviada hoje (26) pelo governo ao Congresso Nacional. Segundo Rodrigues, a queda da projeção se justifica pela redução das estimativas da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o próximo ano.
A mensagem modificativa reduziu para 3,5% a estimativa para o INPC em 2020, meio ponto percentual a menos que a projeção de 4% que constava no projeto de lei do Orçamento. A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, caiu de 3,9% para 3,5%.
A estimativa de crescimento para a economia, em contrapartida, aumentou de 2,17% para 2,32%. A estimativa para a cotação média do dólar no próximo ano aumentou de R$ 3,80 para R$ 4.
Ao anunciar a revisão das estimativas, Rodrigues destacou que a nova política para o salário mínimo só será decidida nas próximas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro. O secretário de Fazenda, no entanto, diz que o valor servirá de referência para o Palácio do Planalto. *Agência Brasil

terça-feira, 19 de novembro de 2019

ACIDENTE COM CARRO DE PREFEITA DO INTERIOR DO RN DEIXA UM MORTO

FOTO: CEDIDA


Um carro no qual estava a prefeita de Luís Gomes, no Oeste Potiguar, se envolveu em um acidente nesta segunda-feira, 18. O veículo no qual estavam Mariana Fernandes (MDB), uma assessora e o motorista colidiu com outro automóvel no município de Caiçara do Rio dos Ventos. Uma pessoa morreu.

A vítima fatal estava no outro carro. Os integrantes do veículo da Prefeitura de Luís Gomes, inclusive a prefeita, passam bem.

Por volta das 13h, o Instituto de Perícia (ITEP) deslocava uma equipe ao local do acidente.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O seguro DPVAT é extinto pelo Presidente Bolsonaro a partir de 2020

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (11) medida provisória (MP) extinguindo, a partir de 1º de janeiro de 2020, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o chamado Dpvat. De acordo com o governo, a medida tem por objetivo evitar fraudes e amenizar os custos de supervisão e de regulação do seguro por parte do setor público, atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Pela proposta, os acidentes ocorridos até 31 de dezembro de 2019 continuam cobertos pelo DPVAT. A atual gestora do seguro, a Seguradora Líder, permanecerá até 31 de dezembro de 2025 como responsável pelos procedimentos de cobertura dos sinistros ocorridos até a da de 31 de dezembro deste ano.
“O valor total contabilizado no Consórcio do Dpvat é de cerca de R$ 8,9 bilhões, sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do Dpvat até 31/12/2025, quanto aos acidentes ocorridos até 31/12/2019, é de aproximadamente R$ 4.2 bilhões”, informou o Ministério da Economia.
De acordo coma pasta, o valor restante, cerca de R$ 4.7 bilhões, será destinado, em um primeiro momento, à Conta Única do Tesouro Nacional, em três parcelas anuais de R$ 1.2 bilhões, em 2020, 2021 e 2022.
“A medida provisória não desampara os cidadãos no caso de acidentes, já que, quanto às despesas médicas, há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS [Sistema Único de Saúde]. Para os segurados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte”, acrescentou o ministério.
A MP extingue também  o Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não (DPEM). Segundo o ministério, esse seguro está sem seguradora que o oferte e inoperante desde 2016. *Agência Brasil

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Os partidos, como se sabe, viraram empreendimentos políticos financiados pelo déficit público. Gastam a verba do Fundo Partidário, extraída do bolso do contribuinte, como se fosse dinheiro grátis. E não admitem questionamentos. Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann abespinhou-se com o blog por ter realçado o fato de Lula ter voado de Curitiba para São Paulo nas asas do erário. Ela foi ao Twitter para acusar o repórter de estar “sem assunto”. Segundo Gleisi, o fretamento do jato de luxo que transportou Lula da cadeia para casa foi feito “dentro da lei”.
Considerando-se a quantidade de petistas investigados, denunciados ou condenados por corrupção, o repórter não ousaria questionar Gleisi sobre as coisas que ela acha natural acomodar “dentro da lei”. Não se deve discutir com especialistas. É preciso reconhecer, de resto, que Gleisi não está sozinha. Sempre que se enfia um contrabando na contabilidade de um partido ocorre uma conciliação entre a esperteza de quem leva o gato para a tuba e a negligência da Justiça Eleitoral, que o aceita.
O uso da verba do Fundo Partidário para o custeio de serviços dissociados das atividades da legenda, como o fretamento do jato que levou Lula da capital paranaense para São Paulo, não encontra amparo na legislação convencional. Mas Gleisi há de ter encontrado na Lei da Selva um artigo qualquer que classifica a tuba como habitat natural dos gatos.
Gleisi reclama que o repórter “não deu um pio quando a PF gastou fortuna com helicóptero e viaturas públicas para executar uma [condução] coercitiva desnecessária do Lula e depois fazer sua prisão ilegal.” Faltou definir ilegal. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula recorreu à farta. O veredicto foi confirmado na segunda e na terceira instância.
A defesa de Lula atravessou um habeas corpus na Suprema Corte para tentar evitar o encarceramento da divindade petista. Perdeu. Só então, munida de mandado de prisão, a PF recolheu o condenado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Transportou-o de carro até São Paulo. Na sequência, levou-o até Curitiba a bordo de um monomotor mequetrefe. Tudo dentro do manual. Mas Gleisi acha que o repórter deveria ter tratado o xilindró de um sentenciado em três instâncias como “prisão ilegal”.
A presidente do PT ainda não percebeu. Mas o papel do repórter é adequar as aparências à realidade, não adaptar a realidade às aparências construídas pelo petismo. Sempre que analisa os desmandos praticados pelo PT no poder, Gleisi confunde sua falta de memória com consciência limpa. Mas não pode exigir do repórter que exclua dos seus hábitos o ponto de exclamação.
É certo que o excesso de escândalos faz com que os brasileiros se espantem cada vez menos. A própria imprensa vai se tornando uma atividade de pouquíssimos espantos. Se alegarem que é “legal” o aluguel de um jato para o transporte de um condenado com todo o requinte que o déficit público pode financiar, poucos farão a concessão de uma surpresa. Este repórter, entretanto, jamais ficará “sem assunto”. Partidos como o PT e assemelhados não permitem.
JOSIAS DE SOUZA

  O Bonde do MEC Print Twitter Facebook Messenger WhatsApp